Sonification in practice/pt: Difference between revisions

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O som tem a vantagem, em relação à perceção visual, de permitir a perceção simultânea de mais camadas de dados. As alterações nos padrões são mais facilmente detetadas através da audição do que da visão. Especialmente se a quantidade de dados for muito grande. Assim, em suma, precisamos de considerar os dados de que dispomos, a forma como evoluem ao longo do tempo, como estão organizados e quais são os aspetos mais relevantes que pretendemos utilizar para alimentar o nosso sistema de sonificação. Temos de nos perguntar «o que significará o som?» Temos de compreender que os dados não são a mensagem! Temos de metabolizar os dados e o seu comportamento e descobrir que mensagem irá desencadear o som.  
O som tem a vantagem, em relação à perceção visual, de permitir a perceção simultânea de mais camadas de dados. As alterações nos padrões são mais facilmente detetadas através da audição do que da visão. Especialmente se a quantidade de dados for muito grande. Assim, em suma, precisamos de considerar os dados de que dispomos, a forma como evoluem ao longo do tempo, como estão organizados e quais são os aspetos mais relevantes que pretendemos utilizar para alimentar o nosso sistema de sonificação. Temos de nos perguntar «o que significará o som?» Temos de compreender que os dados não são a mensagem! Temos de metabolizar os dados e o seu comportamento e descobrir que mensagem irá desencadear o som.  


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E, por isso, antes de mais nada, temos de nos perguntar qual é o objetivo da sonificação? Será aplicada de forma contínua, talvez em segundo plano, ou apenas após algum tempo de recolha de dados, ou ambas as coisas?
And, therefore, before this we need to ask ourselves what is the purpose of the sonification? Will it be applied continuously, maybe in the background, or just after some time of collecting data, or both?
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===Real-Time Sonification vs “A Posteriori”===
===Sonificação em tempo real vs. «A posteriori»===
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Revision as of 12:21, 6 April 2026

Na prática, a sonificação para fins educativos é um processo de exploração de todas as possibilidades que, essencialmente, responde à pergunta: «Como posso utilizar o som para destacar ou demonstrar uma ou mais informações ou conclusões decorrentes de um movimento, medição ou fenómeno que exista, tenha ocorrido ou esteja a desenrolar-se ao longo do tempo?» Os dados existentes à nossa disposição, as condições e métodos da sua recolha, bem como o objetivo educativo a que a sonificação se destina, são os fatores determinantes para a sua utilização eficaz.

Os aspetos abaixo definem a relação entre as necessidades educativas e o conceito de som, bem como a sua organização estruturada ao longo do tempo — ou seja, o conceito de música.


Aspectos do ensino da sonificação como prática musical

A ligação indiscutível entre o som e os números — mais concretamente, o conceito de decompor o som em frequências ou harmónicos — proporciona um quadro suficientemente estruturado para o ensino interdisciplinar com recurso ao som, no âmbito do qual todos os aspetos das disciplinas STEAM podem ser abordados. Uma vez que o conceito de tempo define o fenómeno sonoro, o ato de representação de um efeito sonoro não pode deixar de estar no centro de qualquer abordagem pedagógica. Consequentemente, a disposição organizada de elementos sonoros no tempo de forma harmoniosa — tanto em termos de ritmo, intensidade, timbre, altura e a sua localização na escala musical, seja ela diatónica ou não — constitui um resultado musical. Esta organização racional pode servir como um campo de experimentação na composição musical, enquanto a parametrização de todos os conceitos acima referidos pode enriquecer qualquer objetivo educativo que dependa da evolução de um fenómeno ao longo do tempo ou da conversão de dados em som.

Assim, podemos distinguir, de forma razoável, o conceito de sonificação para fins educativos em três abordagens básicas:


'‘’• O simbólico

'‘’• A matemática

'‘’• O adaptativo


Sonificação simbólica

A reprodução das características sonoras — nomeadamente: altura, intensidade, timbre, frequência de repetição (se for o caso) e duração — que estão associadas a conceitos, termos e grandezas científicas sem estarem logicamente mapeadas para um conjunto de dados (mapeamento de dados) — constitui o objeto da sonificação simbólica.

Um exemplo simples seria «pintar com sons» uma nuvem cinzenta utilizando ruído de baixa frequência e uma nuvem branca utilizando ruído de alta frequência. Outro exemplo seria uma turma de alunos a representar o som da chuva batendo aleatoriamente com as unhas nas secretárias. Outro exemplo que relaciona a composição com a representação musical é o leitmotiv. Um leitmotiv é um tema melódico curto composto por algumas notas específicas que, como um motivo (padrão) único, está associado a uma personagem numa ópera e é tocado pela orquestra, particularmente nas óperas de Wagner. O leitmotiv de uma personagem faz com que esta nos venha à mente ao longo de toda a obra, quer a personagem esteja em cena ou não! Traduzindo isto para uma série de dados, tal leitmotiv poderia substituir o som esperado de um valor baixo ou alto proeminente (ou um valor específico ou mesmo um intervalo de valores) sem ter qualquer coerência ou decorrer dos dados vizinhos.


Sonificação Matemática

Quando o tom, a intensidade, o timbre, o ritmo (se houver) e a duração, enquanto características sonoras, são associados a uma série de medições de dados relacionadas com um termo físico ou um conceito científico, formam um mapa lógico de uma ou mais partes dessa série (mapeamento direto de dados). O resultado sonoro dessa correspondência é a sonificação matemática.

Um exemplo que ilustra na perfeição a distinção acima referida, principalmente através da exploração da característica do ritmo, é o mecanismo que indica acusticamente a distância entre um carro e o veículo adjacente durante o estacionamento, uma funcionalidade presente em muitos automóveis. A frequência de repetição deste sinal acústico momentâneo forma um padrão repetitivo cujo ritmo varia (lento-rápido) em função dos dados de proximidade ao obstáculo, que é detetado com elevada precisão por um sensor.

Para compreender a diferença entre representação simbólica e matemática, podemos adaptar os exemplos anteriores como «atividades sem tecnologia» numa sala de aula. A sonificação matemática no exemplo das nuvens ocorreria se definíssemos um limiar de cor para o branco ou o cinzento e representássemos as gotículas que compõem as nuvens com milhões de partículas de frequência de duração mínima (nebulosas sonoras), das quais as nuvens são compostas. No exemplo da chuva, teríamos uma sonificação matemática se os alunos representassem com precisão absoluta, uma a uma, cada gota de chuva num momento específico e numa área de superfície determinada. Por fim, no exemplo do «estacionamento», teríamos uma representação simbólica se os olhos dos alunos assumissem o papel do sensor, onde os dados seriam estimados visualmente sem uma medição matemática absoluta.


Sonificação Adaptativa

Trata-se de um projeto sonoro ou de uma composição musical (alargando este conceito), resultante da sonificação matemática, na qual, no entanto, são utilizados de forma criativa métodos de representação sonora estética para atingir objetivos pedagógicos na descrição de conceitos de aprendizagem.

Além disso, a análise dos métodos de mapeamento de dados em conjunto com a escala diatônica abre um campo promissor para a exploração de ferramentas pedagógicas que permitem o processamento do som em termos de composição musical. O uso do MIDI para o processamento de som ou o realce de motivos musicais — que podem servir como ponto de partida para a criação de composições musicais — amplia perfeitamente a sonificação adaptativa. De facto, a representação gráfica dos dados (visualização gráfica) pode ser transformada criativamente em som, tratando a visualização como um esquema bidimensional, ou mesmo uma fotografia como uma imagem tridimensional. O resultado é designado por «sonificação esquemática».

Esta abordagem adaptável alarga o acesso aos resultados auditivos da sonificação de dados a uma vasta gama de faixas etárias e níveis escolares, convidando educadores de outras disciplinas — tais como Arte, Teatro e Música — a participar ativamente no ensino interdisciplinar. Um exemplo desta abordagem foi implementado no cenário «Sounds of the Stars» [1] em colaboração com o Observatório Nacional de Atenas (comunidade: Ήχοι των Άστρων[2]). O cenário faz parte do repositório de cenários de aprendizagem SoundScapes [3].

O protocolo MIDI. Por que é útil para a sonificação na escola?

O protocolo MIDI, sigla de Musical Instrument Digital Interface, foi introduzido no início dos anos 80 como uma linguagem de programação que permite a interligação entre instrumentos analógicos e, posteriormente, digitais. Esta linguagem interpreta vários aspetos da interpretação musical e da notação musical num formato eletrónico.

O MIDI permite ao utilizador receber, transmitir, armazenar e editar sinais produzidos eletronicamente que correspondem a vários aspetos da música. Os principais parâmetros destes aspetos incluem o início da nota (note-on), o fim da nota (note-off), a velocidade, o timbre e a altura do som. Todos estes parâmetros podem ser armazenados sob a forma de código numa linha temporal dentro de um ficheiro MIDI. Um ficheiro MIDI assemelha-se ao «programa» na forma de um cilindro giratório ou papel perfurado utilizado nas caixas de música do final do século XVIII ou nas «pianolas» do início do século XX, que são autômatos musicais. É esta característica que se pode revelar extremamente útil para fins educativos, uma vez que inúmeras aplicações MIDI, sensores e programas estão amplamente disseminados pela Internet. No entanto, é a capacidade de editar a saída como uma partitura musical ou como parte de uma composição polifónica que torna o MIDI uma ferramenta educativa excepcionalmente poderosa. Nas presentes páginas WIKI, são amplamente apresentados sensores que utilizam MIDI em particular.

Componentes da sonificação

Uma atividade de sonificação consiste na conceção e construção de um sistema de sonificação. Um sistema de sonificação pode ser concretizado de muitas formas diferentes, mas há três componentes que devem ser sempre tidos em conta:

1) DADOS DE ENTRADA;

2) PROTOCOLO DE MAPEAMENTO;

3) SAÍDA DE ÁUDIO;

Dados de entrada

Num sistema de sonificação, que é o nosso produto final, os dados constituem a fonte do motor sonoro, e determinados sons específicos serão o resultado final. As entradas e as saídas são mapeadas entre si seguindo um protocolo que estabelece quais os sons que são reproduzidos em função de quais dados. Por isso, em primeiro lugar, precisamos de conhecer e compreender os dados que pretendemos sonificar. Temos de saber o que queremos transmitir com o nosso sistema — sobre o que vamos falar. Temos de saber como os dados mudam (normalmente temos dados baseados no tempo, mas também podem existir dados com referência espacial, como mapas) e que características do seu comportamento queremos representar. Por exemplo, se tiver um único valor (como a luminosidade de uma estrela, a posição linear de um carro, a quantidade de gostos num canal do YouTube, o número de novas publicações na Wikipédia, etc.), pode optar por reproduzir um som quando este valor for superior a um determinado valor-limite, ou reproduzir um som que se torne mais alto à medida que os valores aumentam, ou um som quando os valores estão a aumentar ou a diminuir ao longo do tempo. Em alguns casos, é útil determinar o valor mais alto e o mais baixo dentro de todo o intervalo de valores disponíveis. Em termos de saídas, isto pode ajudar a definir um «conjunto» de valores iniciais que pode definir o intervalo de desvios na saída. Podemos destacar certas características dos dados. Existem muitos tipos de dados. Os mais comuns são:

Dados únicos: indicando um estado LIGADO-DESLIGADO (dados booleanos).

Um único valor de dados que abrange um intervalo de valores: normalmente associado a um único som ou característica sonora, como a altura do som, o bpm (batidas por minuto) ou um efeito, mas pode controlar mais do que uma característica ou som ao mesmo tempo.

Dados múltiplos: mais do que um dado do tipo anterior. Normalmente, são recolhidos vários tipos de dados em simultâneo, pelo que estes conjuntos de dados consistem em várias camadas de dados sincronizados.

O som tem a vantagem, em relação à perceção visual, de permitir a perceção simultânea de mais camadas de dados. As alterações nos padrões são mais facilmente detetadas através da audição do que da visão. Especialmente se a quantidade de dados for muito grande. Assim, em suma, precisamos de considerar os dados de que dispomos, a forma como evoluem ao longo do tempo, como estão organizados e quais são os aspetos mais relevantes que pretendemos utilizar para alimentar o nosso sistema de sonificação. Temos de nos perguntar «o que significará o som?» Temos de compreender que os dados não são a mensagem! Temos de metabolizar os dados e o seu comportamento e descobrir que mensagem irá desencadear o som.

E, por isso, antes de mais nada, temos de nos perguntar qual é o objetivo da sonificação? Será aplicada de forma contínua, talvez em segundo plano, ou apenas após algum tempo de recolha de dados, ou ambas as coisas?

Sonificação em tempo real vs. «A posteriori»

Acording to the use of the sonification system (to analyze or to monitor a certain phenomena) we distinguish two “modes”:

Real-time (to monitor) - a stream of data is sonifed instantly and a sound is produced to display the value and behavior of the data in that particular moment;

“A posteriori” (to analyze) - time-series sonification of a set of pre-recorded data is converted into an audio file that displays the values and behavior of the data over the period of time covered by the time-series. 

These two methods are not mutually exclusive and can eventually display the same sounds. The difference is that in an “a posteriori” sonification, because the sound is produced after the events that originated the data, the parameters of the final piece can be adapted, i.e. the total duration. In a real-time case, you can control the time resolution: that is the time interval at which the sound can change and is played.

Mapping Protocol

The mapping protocol is the core of the sonification system. This is where knowledge of input data must be combined with creativity. According to his/her educational needs, the creator of the sonification system makes choices based on his/her character and artistic taste in translating data sets into sound pieces. The mapping protocol is the process or algorithm or function that associates particular sounds to defined data. It is the set of rules by which output sounds correspond to input data. A simple mapping can consist for example in a direct one-to-one correspondence between each value of an input data to a parameter of an output sound, like the pitch. This component of the system is key because here is where the designer of the system selects certain features of the data to be played in a particular manner, in order to highlight them, or not.

So this mapping consists in associating certain data aspects to different auditory parameters, such as pitch, loudness, timbre, and rhythm. For example, the amplitude of a sound can be mapped to the value of a light resistor, or the frequency of a sound can be mapped to the rate of change of the sea level (tides).

Usually the tendency is to map a single feature of the data to a single parameter of output sound but we humans are generally more capable of perceiving differences in sound if such differences manifest concurrently through different properties. So it is not a bad idea to map the same variable onto different psychoacoustic properties of a sound (pitch and volume as an example of the most evident) if we want to emphasize its change and dynamics.

Our sense of hearing is able to focus on a particular sound in between many others (see the “cocktail party effect”) (Arons, B., 1992) based on timbre. Our auditory system can process information at a far higher rate than our visual system. For example, while video typically updates at 60 frames per second (60 Hz), standard audio is sampled at 44,100 times per second (44.1 kHz). This means that even a single, brief spike in an audio signal—lasting just one sample—is instantly perceived as a distinct "click." As a result, hearing allows us to monitor multiple layers of information simultaneously, often more efficiently than through visual perception alone. (Kramer, G. et al., 1999).

Audio Output


The output sound of the system will be the first characteristic to be perceived by a user. It is its signature, its flavor. It will interact with the user’s taste and we must be aware of that. It is the auditive wrapping to be perceived by an audience and, as studies on sound perception show, it will immediately and unconsciously provoke a good or bad sensation to the listener. We should therefore get used to producing “nice” sound outputs with the device that will be used, be it a microcontroller buzzer or a pc virtual synthesizer or a DAW (Digital Audio Workstation) connected to speakers. We should practice some music, or at least make some noise!

Considering that sound perception is time-based, sonification is by and large focused on rendering continuous data stream over time: this means that the input data of a sonification system could be also come from another domain, like the profile of a territory (geographical data) but all of them will be transferred onto a representation in time which is sound. Sound exists only in time, as variation of pressure detected by our eardrums and transformed into electrical signals in our brain, or broadly in our nervous system. Without getting into the depth of such a fascinating subject we need to clarify a couple of concepts before we move on. Even those who never played or created music know some of the characteristics of sound that we describe here.

Music and Sound: Basic Concepts

Sound is detected by our brain when a variable pressure stimulates our timpani. This is a small membrane that when moved by air pressure (or water if you find yourself under water) generates electrical stimuli that the brain processes as “sound”. If this variable pressure is oscillating regularly at a certain frequency (a certain number of times per second) we hear a tone. That is why tones (or notes) are measured in Hertz (Hz), or cycles per second.

The human hearing is able to sense tones between 20 Hz and 20000 Hz (this range is unique to each one and usually gets smaller with age). The vibrations of pressure with frequencies lower than 20 Hz or higher than 20000 Hz are inaudible. They are called infrasounds and ultrasounds respectively. We do not hear them but we still can sense them, with the touch sense in the case of infrasound and with temperature sense in the case of ultrasound.

The main characteristics of sound are:

Volume or Intensity or loudness: The power of a soundwave (louder more power, softer less power).

Frequency or pitch: The number of times the sound pressure moves back and forth the timpani in our ears. According to music theory some of these frequencies are called notes in the context of tuning systems.

Timbre: Is the spectral characteristic of sound, its sound quality, its fingerprint, a sense of the “color” of the sound. This is what allows us to distinguish between a trumpet or a guitar when they are playing the same note with the same volume. It also allows us to distinguish between our human voices.

There are several other characteristics that define sound but these are the main ones we can use in this context. Other characteristics that could be easily employed in a classroom for sonification are:

Duration: How long each sound lasts.

Rhythm: How frequently the sounds repeat and in what pattern. For example, a metronome is a device that produces short, evenly spaced sounds at a set number of beats per minute (BPM). Other devices use this characteristic as a sonification output (Geiger counter - Wikipedia) and parking devices for cars.

3D Positioning: The position of a sound source in space - for example if the sound comes from the left or right speaker in a stereo system. Far more complex but basically the same concept, are the surround systems 5.1 or 7.1 up to ambisonic systems where the position of the sound source can be even more detailed by using multiple channels (Ambisonic reproduction systems - Wikipedia)

Context is important

When designing the output sounds we need to consider what will be the audience of the designed system. In which settings they will listen to its sounds. It is impossible to be sure about it and to know the taste of our target listeners but it is convenient to think about it.

What is the profile of the listener? Are they young students? What type of sound would they be interested in hearing? but also in what kind of sound-producing interaction could they be engaged in, according to their skills and potentials? Do they perceive changes in less evident sound features, (i.e. timbre)?

The sounds we produce must be considered in the context where they will be played. They should be able to capture the listener's attention and emerge from the background noise, and if possible, not be perceived as noise or annoying. For example, mapping all the values of a single variable to all the values of frequency in a certain range may sound unpleasant compared to mapping it onto a familiar music scale, like the chromatic scale in the western world. Or manipulating the speed of a regular beat instead of playing random time durations can be more effective. It depends on the listener's attitude and taste, of course. Additionally, it is important to consider the sound designers’ own taste. It is convenient to consider who will be the listener, but, on the other side, it is not mandatory to produce mainstream sounds in order to please the supposed “common taste”.

Apart from taste and esthetic considerations, we need to consider factual conditions: in the case of background continuous sound as a product of a sonification to monitor some data stream we should therefore take into account the potential listener fatigue to that type of sound. We can consider the difference of using familiar sounds (for example even recorded samples of voices and sentences of the target listeners) compared to new and special digitally synthesized sounds. Designers of sonification systems should at least be be aware of the variety of different impacts that their sounds can have upon the listener (synthesized sounds could surprise!).

We need to assemble a diverse toolkit of musical techniques and resources. Sonification designers should ensure their palette of sounds is as rich and varied as the data they aim to represent.

Quality of Output

Sonification should not only be comprehensible but also engaging, ideally offering information as effectively as, or even more clearly than visual graph. The quality of the sonification is equally important. This includes both the technical excellence of the audio and its "musical narrative" - how well it describes the evolution of the data while remaining aesthetically pleasing. While "pleasantness" is subjective, an appealing sonification helps maintain the listener’s attention and ensures the data is effectively communicated, as discussed in the Context is Important section.

Sonifications can use either physical (natural) or digital sounds, depending on resources and approach. Physical sounds come from acoustic sources like the human body, percussion, or traditional instruments, performed through notation, gestures, or improvisation. Digital sounds, however, are generated or processed using computers, digital audio workstations (DAWs), or electronic devices. While technical details like compression, sample rate, or bit depth influence digital audio quality, the key point is the impact of the playback system: a high-quality sound system (e.g., computer speakers) will deliver a richer experience than a simple buzzer.

Musical Quality

The designer should consider what type of narrative he/she is inducing in the listener. That means for example using low and scary sounds to represent parameters of global warming (A Song of Our Warming Planet or The sound of climate change from the Amazon to the Arctic).  As we want to stimulate the user to pay attention to our system output it can also be useful to have a survey about what type of music the listener appreciates. A generally and initially acceptable musical sound, with the least possible chance of being rejected by the majority of recipients, would be the one that would obey the fundamental principles of symmetry and proportion, as these have shaped our common perception of “music" in today's world. 

However, Soundscapes project encourages every approach on sonification if it satisfies the creator's inspiration or cultural demands as well as the aesthetical or informative needs of the audience, or the target group it is addressed to.  


In the following pages, practical ways to implement the above approaches with or without handling data sets coming either from measurements or from sensors, are entitled as: Unplugged activities, Real-time sonification and ''a posteriori'' sonification.

References